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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


Na rusga da dor intensa que invade o trôpego coração
Acelera desentupindo as artérias do medo
Torcendo as fibras cristalizadas
Desferindo contra o peito seu pulso violento
O germe acorda e evoca poder
Desabrocha suas rubras pétalas 
Vocifera a desordem
Intoxica o invólucro da medula
A carne treme consternada
As garras gestam um desejo crescente
A saliva envenenada corrompe a palavra 
As lágrimas ácidas rompem trincheiras amargas
O olhar explode em mil cores quentes e viscosas 
Sentidos vermelhos e brilhantes de cólera...
Como o reflexo da adaga sob a sanguínea lua. 
Nua, a alma aprisionada se angustia
Debate-se entre paredes do casulo da raiva
Verme faminto é a ira que anima o ego pútrido
É a imagem vislumbrada pelos olhos cristalinos da consciência
A faísca é um sinal!
A catarse o final! 
Observo-me...

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